A utilização da cibercultura no ensino: Assasin's Creed Origins e o mito do Nilo
Seguindo a mesma linha de possibilidade a respeito do mundo virtual, o Discovery Tour, sendo este um modo presente também no jogo Assassin's Creed Origins (predecessor ao já apresentado, Odyssey), possibilita ainda o conhecimento sobre o grande Nilo e as espetaculares múmias egípcias. Os docentes que possuem como papel fundamental implementar metodologias inovadoras no sistema de ensino, podem usufruir de artimanhas e cenários para formalizar um novo panorama de educação. Sendo assim, o game que percorre diferentes ambientes e dimensões referente ao mundo egípcio, promove uma inédita forma de conhecimento virtual aos jovens que se interessam por história, assim como traz consigo a oportunidade da junção de dois conjuntos diferentes: tecnologia e educação. Nessa linha de pensamento, o educador (no qual deve ter em mente um conhecimento prévio sobre as temáticas que irão ser explícitas) pode desenvolver inúmeras atividades a serem produzidas pelos alunos, despertando o cognitivo e os aprendizados.
Sob esse viés, como contextualização histórica, temos que a antiguidade oriental do Egito está baseada na realidade geográfica e social. Este, também visto como o “crescente fértil”, foi o berço das primeiras civilizações. Banhado pelo rio Nilo, possui o chamado "triângulo fértil” nas regiões mais desertas, compostas por rochedos e areia. O lado fértil ostentava tons escuros, com características que possibilitaram o conhecimento dos lavradores sobre o momento de colheita e fertilidade. Nos momentos de plantio, utilizavam a técnica asiática como modo de produção, sendo cedido posteriormente ao Estado. Os temores da terra não eram vistos como catástrofes, mas como a alegria divina. Um exemplo claro da situação é visível quando a chuva era interpretada como um solicitação dos deuses para os que estavam no poder, ou seja, a ordem da natureza era reflexo da ordem divina. No game, a temática é abordada através da exploração e das informações explícitas em cada nova descoberta,
Nessa mesma conjuntura, temos que o Faraó é a figura que comanda, realiza a divisão de tarefas e das nomos (organizações). Visto como escolhido pelos deuses, é a principal figura, possuindo “qualificações” que o distingue dos outros habitantes. Os egípcios acreditavam que seu faraó era o mediador entre os deuses e o mundo dos homens. Após a morte, o faraó tornou-se divino, identificado com Osíris, pai de Hórus e deus dos mortos, e passou seus poderes e posição sagrados para o novo faraó, seu filho. O status divino foi retratado em termos alegóricos: seu uraeus (a cobra em sua coroa) cuspiu chamas em seus inimigos; ele foi capaz de pisotear milhares de inimigos no campo de batalha; e ele era todo-poderoso, sabendo tudo e controlando a natureza e a fertilidade. A mumificação era uma tradição difundida e honrada no mundo antigo, imbuída de profundo significado religioso e muitas vezes realizada por especialistas qualificados. Era praticado como uma forma de venerar os mortos ou expressar uma importante crença religiosa – especialmente a crença na vida após a morte. Por esse motivo, os faraós eram mumificados, sendo sempre colocados em suas tumbas objetos de grande importância. Seguindo esse ponto de vista, após a apresentação dos diversos ambientes e atribuições sobre a temática no jogo em destaque, o professor poderá destrinchar informações expostas e aprofundar-se nas mais relevantes para o conhecimento do discente.
-Thayanne Santino
Sob esse viés, como contextualização histórica, temos que a antiguidade oriental do Egito está baseada na realidade geográfica e social. Este, também visto como o “crescente fértil”, foi o berço das primeiras civilizações. Banhado pelo rio Nilo, possui o chamado "triângulo fértil” nas regiões mais desertas, compostas por rochedos e areia. O lado fértil ostentava tons escuros, com características que possibilitaram o conhecimento dos lavradores sobre o momento de colheita e fertilidade. Nos momentos de plantio, utilizavam a técnica asiática como modo de produção, sendo cedido posteriormente ao Estado. Os temores da terra não eram vistos como catástrofes, mas como a alegria divina. Um exemplo claro da situação é visível quando a chuva era interpretada como um solicitação dos deuses para os que estavam no poder, ou seja, a ordem da natureza era reflexo da ordem divina. No game, a temática é abordada através da exploração e das informações explícitas em cada nova descoberta,
Nessa mesma conjuntura, temos que o Faraó é a figura que comanda, realiza a divisão de tarefas e das nomos (organizações). Visto como escolhido pelos deuses, é a principal figura, possuindo “qualificações” que o distingue dos outros habitantes. Os egípcios acreditavam que seu faraó era o mediador entre os deuses e o mundo dos homens. Após a morte, o faraó tornou-se divino, identificado com Osíris, pai de Hórus e deus dos mortos, e passou seus poderes e posição sagrados para o novo faraó, seu filho. O status divino foi retratado em termos alegóricos: seu uraeus (a cobra em sua coroa) cuspiu chamas em seus inimigos; ele foi capaz de pisotear milhares de inimigos no campo de batalha; e ele era todo-poderoso, sabendo tudo e controlando a natureza e a fertilidade. A mumificação era uma tradição difundida e honrada no mundo antigo, imbuída de profundo significado religioso e muitas vezes realizada por especialistas qualificados. Era praticado como uma forma de venerar os mortos ou expressar uma importante crença religiosa – especialmente a crença na vida após a morte. Por esse motivo, os faraós eram mumificados, sendo sempre colocados em suas tumbas objetos de grande importância. Seguindo esse ponto de vista, após a apresentação dos diversos ambientes e atribuições sobre a temática no jogo em destaque, o professor poderá destrinchar informações expostas e aprofundar-se nas mais relevantes para o conhecimento do discente.
-Thayanne Santino


Que ótima ideia, Thayanne! Fiquei bem curioso. Como a interface do jogo permitiria o desenvolvimento pedagógico em sala de aula? Teria como apresentar essa metodologia? (prof. Rodrigo)
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